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Ouça pessoas idôneas e absorva boas influências

   Paulo menciona algumas vias de influência positiva sobre a vida de Timóteo, entre elas: familiar (avó e mãe), ministerial (o próprio Paulo), aqueles que com o coração puro servem a Deus e as Escrituras Sagradas.

Escolher deixar-se influenciar positivamente por bons vínculos sociais e pelos ensinos divinos pode ajudar significativamente na escolha do cônjuge mesmo que haja também influências negativas.

As influências negativas que rodeavam Timóteo e podem ser constatadas nas Epístolas que recebeu de Paulo, são: a natureza decaída existente em todo ser humano, líderes que ensinavam distorções das Escrituras; alguns náufragos da fé que circundavam os círculos cristãos; homens sem caráter, sem moral, avarentos e sem amor almejando o episcopado; mulheres sem pudor e frívolas circulando na igreja; homens cuja aproximação das mulheres tinha somente o interesse de arrastá-las para a fornicação; uma sociedade que valorizava mais o prazeres e deleites do que a piedade, que procurava mais o bem estar do corpo do que o bem estar do espírito; pessoas fofoqueiras e críticas destrutivas; um padrão social de famílias desintegradas; os apelos mundanos e oportunidades que satisfaziam somente a carne, o ego e produziam prazeres momentâneos; além das pessoas de mal caráter que exercem poder emocional e financeiro sobre outros; isso tudo, sem contar a presença subversiva de demônios atuando em quem desse brecha.

Paulo manda fugir disso tudo e seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência e a mansidão, e militar a boa milícia da fé. Ou seja, estamos numa guerra e sofremos ataques por todos os lados. Vigilância e estratégia são essenciais.

A boa influência no vínculo familiar. A infância de Timóteo foi beneficamente influenciada pela educação recebida de sua mãe crente e de sua avó, com base nos ensinamentos bíblicos.

Concernente a essa fase da vida, é mencionado nas Escrituras o interesse de Timóteo na educação que recebera ao ponto de se aludir que seus princípios morais e espirituais da vida adulta foram assimilados na infância.

Seu bom interesse e sua opção por obter boa influência já eram percebidos e testemunhados quando ainda era menino. Vemos nisso que a boa índole da criança conta também e não só o esforço dos pais em educar e formar.

Mais tarde, quando chegar o tempo de fazer escolhas para a vida em todas as áreas da vida adulta, a boa índole será determinante para escolher o parceiro conjugal.

Muito mais aconselhável é um jovem que na infância sua boa índole sensibilizou-o e capacitou-o para receber boa educação e boa formação, do que outro jovem que na infância não teve interesse em se deixar educar, ou que os pais não priorizaram sua educação e formação.

O universo psicológico e existencial de uma pessoa de boa índole lhe permite fazer boas escolhas em relação a coisas e pessoas.

Na juventude, o caráter cristão de Timóteo era tão bem definido ao ponto de toda a congregação dar ao apóstolo Paulo testemunho a seu respeito.

Durante o período de convivência com seu mentor espiritual foram desenvolvidos laços de filiação, Paulo lhe escreve: “Timóteo, meu verdadeiro filho na fé”, e noutro lugar diz: “a ninguém tenho em igual consideração... pois (Timóteo) me serviu como filho ao Pai”.

Vê-se nessas expressões que o sentimento paterno-filial desenvolvido entre mentor e discípulo era recíproco.

Isso é importante na interação social que depende de aconselhamento, porquanto aconselhar quem tem consideração pelo conselheiro é produtivo para ambos. Porém, aconselhar quem não tem consideração pelo conselheiro é perda de tempo para os dois.

Aprende-se com isso que, no aconselhamento pastoral, estabelecer vínculos de confiança precede o administrar o conselho propriamente dito para que, como se diz, “o conselho não entre por um ouvido e saia pelo outro”.

Boas amizades influenciam positivamente. Os companheiros de Timóteo, segundo Paulo, deveriam ser “aqueles que com consciência pura servem a Deus”.

Os que com boa consciência servem a Deus”. Isso se refere a pessoas tratadas interiormente de modo que sua consciência é pura (não contaminada nem cauterizada), portanto, é sensível para assimilar as coisas boas de Deus e da vida.

Refere-se a pessoas de princípios cristãos e valores morais honrados, que têm profissão de fé alicerçada nas Escrituras e vivem um cristianismo prático, consciente, devocional e produtivo.

Refere-se a pessoas cujo fruto da boa relação com Deus estende-se para a vida secular: estudam, trabalham, têm projetos para a vida futura, suas interações sociais são respeitosas e puras.

Refere-se a pessoas cuja vida com Deus é refletida no seio familiar: promovem a unidade do lar, têm cuidado mútuo, esforçam-se em trabalhar e contribuem para a prosperidade e o crescimento espiritual e material do corpo familiar.

Refere-se a pessoas cuja vida aprovada por Deus torna-as uma referência em sua comunidade eclesiástica, honrando e sendo honrados, sendo servos.

Refere-se a pessoas que, por se tornarem sal e luz em Cristo, tornam-se cidadãos cumpridores de seus deveres sociais e civis, que oram pelas autoridades e as respeitam, que contribuem em todas as esferas da vida para se construir um meio social organizado, justo, tranquilo, civilizado e cristianizado.

Procure conviver e escolher seu parceiro entre os que com consciência pura servem a Deus, e produzem os frutos dessa espiritualidade conforme descrito acima.

Más influências versus boas influências. A boa índole, a boa influência familiar, bons amigos, bom discipulado, bom relacionamento com Deus são essenciais, mas não anulam definitivamente o princípio do poder do pecado existente na natureza humana.

Sendo assim, Timóteo, assim como nós também, tinha que lidar com essas forças adversas dentro de si mesmo.

O candidato a cônjuge vive essa luta entre carne e espírito. Uma ou outra parte pode vencer ou se sobressair.

O certo é que ambas as forças estarão sempre presentes e se confrontando enquanto estivermos nesse corpo de pecado.

Por isso, não se martirize por não ser perfeito nem cobre perfeição na pessoa com quem pretenda se casar.

Os valores morais e espirituais e os bons vínculos e a boa índole contribuem para o acerto, todavia não são a garantia de acertar.

Escolha restaurar vínculos possíveis. A vida em Cristo se centraliza no futuro e na novidade de vida. As coisas velhas já passaram e deve-se prosseguir para o novo alvo em Jesus.

Significa que não adianta construir o futuro com base nas perdas, nos erros, nos pecados, nas decepções, nas desintegrações sociais que ficaram para trás.

A vida em Cristo reconstrói os laços familiares com pais e irmãos, os vínculos com os filhos; mas não necessariamente um casamento que não deu certo.

A vida em Cristo restaura a autoestima, o valor próprio, o brio, os valores morais, as perspectiva de realização pessoal; mas não necessariamente a saúde física destruída pelos exageros, abusos e vícios.

A vida em Cristo libera perdão; mas não restaura necessariamente uma amizade destruída.

Não queira resolver todos os problemas do passado. Deixe que a vida em Cristo produza naturalmente os frutos de restauração, e siga em frente.

As boas influências do presente ajudarão fugir daquilo que é mal. As boas influências geram o meio social para uma boa (porém, não perfeita), escolha do cônjuge.

 

Manassés Herculano

Pastor da Igreja Redenção

Contato, convites, palestras e seminários:

Redencao.manasses@gmail.com.br

(011) 2351-3988


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